No varejo, a integração entre o mundo físico e digital é cada vez mais importante. Embora pareçam distintos, o comportamento do consumidor online pode fornecer insights valiosos para ajustar o sortimento de uma loja física. Neste artigo, vamos explorar como dados do e-commerce podem otimizar a escolha de produtos no espaço físico e criar uma estratégia mais robusta para atrair e converter consumidores.

Comece com a Análise de Vendas da Loja Física
Antes de transferir qualquer dado do e-commerce para a loja, o primeiro passo é uma análise de vendas e performance por categoria de acordo com a ocupação do espaço físico. Isso envolve entender o desempenho de categorias e produtos, identificando aqueles que estão em alta e os que precisam de uma campanha de escoamento. Essa análise é crucial, pois o sortimento enfrenta limitações práticas, como falta de espaço em loja e uma segmentação mais enxuta por deficiência do ERP.
Enquanto no online o varejista pode explorar uma ramificação detalhada de categorias e subcategorias, no ambiente físico, o ERP muitas vezes restringe essas opções. É aqui que o estudo inicial de vendas físicas oferece uma visão clara do que deve ser priorizado, ajustando o sortimento com base no comportamento de compra já existente.
A Liberdade do Online e o Detalhamento de Categorias
No e-commerce, o cliente busca por informações detalhadas e específicas. Uma estrutura de categorias baseada em especificações é mais ampla, permitindo ao varejista classificar produtos com precisão e facilitar a jornada de compra do consumidor. Essas especificações, quando analisadas, podem ajudar a identificar oportunidades de melhorias no sortimento físico.
Por exemplo, categorias ou subcategorias que se destacam no online, especialmente em termos de volume de buscas ou conversão, podem sinalizar quais produtos merecem maior destaque ou mais espaço na loja física. Se determinados produtos estão performando bem no online, eles podem ser bons candidatos para uma campanha promocional ou para ocupar posições mais estratégicas no layout da loja física. Lembrando sempre serão hipóteses, por isso sempre sugerimos testes em lojas pilotos.
Como o Online Pode Ajudar a Definir Prioridades no Físico
Estudando as interações do consumidor no e-commerce, é possível identificar quais produtos estão sendo mais pesquisados e quais categorias têm alta demanda. Essas informações podem guiar decisões importantes para o sortimento físico, inclusive para a entrada de novas categorias.
Um exemplo prático é a adoção de campanhas de escoamento: se um produto está encalhado nas prateleiras físicas, mas continua relevante no online, uma promoção pode reverter a situação, atraindo clientes de ambos os canais. A análise detalhada das especificações e comportamento no e-commerce pode até revelar novas oportunidades de produtos para introduzir na loja física.

Otimizando o Espaço e o Capital de Giro
Outro ponto importante é que o sortimento eficiente também ajuda a otimizar o capital de giro e o espaço físico da loja. Ao focar nos produtos que têm maior demanda online e que possuem bom histórico de vendas no físico, o varejista pode eliminar itens de baixo desempenho e focar em categorias de maior relevância, equilibrando variedade e profundidade. Aqui entra a nossa “famosa” análise de sortimento.
Ao integrar lições do comportamento online ao sortimento físico, os varejistas podem criar uma experiência de compra mais personalizada e otimizada para seus clientes. Os varejistas devem usar dados dos dois ambientes de forma complementar, ajustando o sortimento às necessidades reais e aproveitando a flexibilidade e detalhamento do online.
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